De Habilis a Sapiens

De Habilis a Sapiens - A amamnese de uma crise
Editora: do autor
Escrito por: Régis Alain Barbier

A obra "DE HABILIS A SAPIENS", que tem como subtítulo "A amamnese de uma crise", de Régis Alain Barbier (Ed. do Autor, Recife, 1998) é um desafio ao leitor. Você lê, relê, e em alguns capítulos há que se tresler. E refletir, refletir, refletir. O dicionário ao lado. E agradecer as aulas de latim e grego do antigo "Clássico" que a massificação do ensino liquidou.

É um belo desafio. Régis Barbier é médico endocrinologista e homeopata. Professor universitário e Master Practitioner em PNL. E com toda a certeza um "bibliomaníaco" que vivencia leituras com muito mais voracidade e holística que o autor deste comentário. Basta dar uma olhada na bibliografia. Mas muito mais do que leitor é um pensador que reflete, com audácia e heurística, o destino e desatinos humanos.

Os capítulos do livro são excelentes aulas temáticas de antropologia, história, biologia, sociologia, etnologia, mitologia, economia, linguística, psicologia, etc. etc. - e de Sistema Alternativo de Crédito, cuja monografia aguardo com avidez. Filósofos e cientistas participam do conteúdo. Ressignificados e/ou criticados. Os temas interligam-se belamente. E o leitor vai vendo, ouvindo e sentindo a humanidade hábil, não muito hábil, alçar-se à sapiência, não muito sábia.

O autor é um crítico dos caminhos e descaminhos forjados pelos homens. E Jung, Gardner, Chommsky, Reich, Carl Sagan, Koestler, e tantos e tantos outros pensadores neo-paradigmáticos, auxiliam-no a esmerilhar proposições adequadas ao nosso "ressurgimento".

O livro é formalmente dividido em três partes entrelaçadas por forma e conteúdo: O Estado Atual, em que o autor focaliza e historia as crises ambiental, social, e individual; O Exame, em que examina a evolução, ressignifica Darwin, disseca a mente humana. Promove uma leitura aberta das teorias de Paul MacLean.

Em A Cibernética, última parte, o Autor propõe, poeticamente, ao Homo Sapiens, "um vôo na consciência à luz da razão." O pesquisador, o cientista, o ensaísta, também é Poeta. Aqui o propositor, ciente de que "o mapa não é território," funde o pensamento ocidental, antigo e contemporâneo, com a metáfora oriental. Delineia ao privilegiado leitor um belo rascunho do saber universal.

e-mail do autor Regis Alain Barbier: barbier@cyb.com.br

Revisão feita por João Nicolau Carvalho
Advogado, professor universitário, master em PNL.
Publicada em "O Golfinho" nº 43 - AGO/98


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